Após oito rodadas do Campeonato Brasileiro, o Inter apresenta um cenário, no mínimo, curioso. Mesmo sustentando o discurso de força no Beira-Rio, o rendimento dentro de casa é inferior ao desempenho como visitante, fator que ajuda a explicar a trajetória apenas regular, para ser otimista, na competição.
Até aqui, a equipe disputou quatro partidas como mandante, somando três derrotas (diante de Athletico-PR, Palmeiras e Bahia) e apenas uma vitória, sobre a Chapecoense. O retrospecto resulta em um aproveitamento de 25% no estádio colorado, índice abaixo do esperado para quem pretende subir na tabela.
Longe de seus domínios, o cenário não é brilhante, mas apresenta maior consistência. Em quatro compromissos fora, o time sofreu uma derrota, contra o Atlético-MG, empatou duas vezes, frente a Flamengo e Remo, e conquistou um triunfo diante do Santos. O desempenho, embora discreto, se encaixa em uma campanha de meio de tabela, distante de ambições maiores, mas também sem risco imediato.
No geral, o Inter soma 33% de aproveitamento e está na 12º posição na tabela. O número acende um sinal de alerta quando comparado a temporadas recentes. Em 2025, por exemplo, o Ceará encerrou o Brasileirão com 38% dos pontos conquistados, terminando na 17ª colocação e sendo rebaixado.

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