O Complexo Hospitalar Unimed Vale do Sinos foi palco de um caso de altíssima complexidade que marcou um avanço na medicina regional. A ressecção de um tumor sinonasal gigante, com acometimento extenso da base do crânio. O procedimento, que fez uso de tecnologia de ponta e expertise multidisciplinar, foi realizado em um paciente jovem no mês de março.
A neurocirurgia, de alta complexidade, foi realizada com o auxílio de mapeamento cerebral e técnicas endoscópicas avançadas, um verdadeiro, "GPS cerebral," que permite localizar estruturas com precisão. Menos invasivo, mais preciso e com mais segurança para o paciente.
Conforme explica o médico neurocirurgião, Richard Giacomelli, o caso é bastante desafiador na neurocirurgia e também na medicina. "Historicamente tumores deste porte exigem cirurgias abertas com incisões faciais amplas, maior morbidade e risco de ressecção incompleta. Neste caso, foi realizada uma abordagem endoscópica minimamente invasiva multiporal, combinando acessos endonasal, maxilar anterior e precaruncular, permitindo ampla exposição com menor agressividade e maior ressecabilidade segura."
O procedimento teve duração superior a 20 horas, refletindo a complexidade e o nível de precisão envolvidos, onde foram empregados recursos tecnológicos de alta precisão. O procedimento também contou com a participação do neurocirurgião Guilherme Gago – gaúcho, mas também atua no Canadá. "Esse é o caso de um paciente jovem com um tumor que a tem a origem dentro do nariz e que se estende para a base do crânio que invade as cavidades orbitais bilateralmente", explica. Para este caso, segundo o neurocirurgião, foi proposta uma cirurgia endoscópica multiporal. "Ou seja, além de usar a cavidade nasal, nós usamos também uma incisão na gengiva e, ao mesmo tempo, usamos um outro portal através da órbita em um dos lados que nos permite ressecar o tumor extremamente volumoso de uma maneira menos invasiva e mais segura."
Para agregar especialidade à equipe multidisciplinar, o médico otorrinolaringologista da Unimed Vale do Sinos, Rodrigo Beilke, também participou do procedimento e explica a importância da equipe multidisciplinar. "A abordagem multidisciplinar é muito importante e nós temos a função de ajudá-los a fazer o acesso e junto nas referências com vídeo", explica. "Tendo essa equipe multidisciplinar no nosso Complexo Hospitalar, a gente consegue ter todas as tecnologias que grandes hospitais do Brasil e do mundo têm, por isso conseguimos receber esses casos complexos e realizar os procedimentos aqui na região", completa.
Após a retirada completa do tumor foi ainda realizada a reconstrução da base do crânio com enxerto de fáscia e gordura autóloga, restabelecendo a barreira anatômica e garantindo segurança. O resultado reforça que, diante de desafios extremos, a excelência médica é construída de forma coletiva. Casos como este só são possíveis graças à atuação integrada de uma equipe altamente especializada, planejamento minucioso e tecnologia de ponta — sempre com o mesmo propósito: oferecer o melhor cuidado ao paciente com maior precisão, menor morbidade e melhores desfechos.
