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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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Maio Laranja: Polícia Civil, Brigada Militar e IGP reforçam ações contra abuso infantil

Atuação integrada amplia proteção às vítimas no Rio Grande do Sul

Maio Laranja: Polícia Civil, Brigada Militar e IGP reforçam ações contra abuso infantil
PC /CP
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As forças policiais reforçam ações ao longo deste mês, o "Maio Laranja", alusivo ao combate nacional contra abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. No Rio Grande do Sul, as instituições da Segurança Pública atuam de forma integrada, ampliando proteção às vítimas, além de conscientizar a população sobre a importância de denúncias.

Polícia Civil atua na Operação Nacional Caminhos Seguros, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, visando combater de forma ampla, qualificada e integrada, todas as formas de violência praticadas contra menores de idade. Também faz parte da Operação Elo de Proteção, da Secretaria da Segurança Pública (SSP), com foco em diligências preventivas, educativas, ostensivas, repressivas e investigativas no território gaúcho.

Brigada Militar age no policiamento comunitário, patrulhas escolares e ações integradas em escolas. De acordo com a corporação, as ações buscam alertar sobre sinais de violência física, psicológica e sexual, alertando aos perigos das redes sociais, aplicativos e jogos online, além de também atuar na Operação Elo de Proteção.

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Na madrugada desta sexta-feira, como parte do Maio Laranja, BM e PC fiscalizaram sete casas noturnas em Tapejara, no Norte gaúcho. As diligências ocorreram em conjunto, abordando mais de 40 pessoas.

Instituto-Geral de Perícias (IGP) destaca o Núcleo de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil (NUCOPE), criado em 2025, com foco em três áreas distintas: informática forense, genética forense e perícias psíquicas. A intenção é oferecer uma respostas especializadas no combate aos crimes, integrando diferentes áreas da perícia criminal.

De acordo com o perito criminal e coordenador do NUCOPE, Marcelo Nadler, o papel da perícia é buscar a materialidade dos crimes. “Quando estruturamos o núcleo especializado, pensamos em elevar o nível do trabalho pericial, integrando diferentes áreas e qualificando ainda mais os laudos produzidos. Isso é fundamental para embasar decisões judiciais, seja para responsabilizar ou para inocentar uma pessoa”, afirmou.

A informática forense é responsável por provas de crimes cibernéticos, como arquivos, mensagens e registros. Em situações como o armazenamento de mídias de abuso sexual, o trabalho do perito no local da ocorrência é determinante, com o uso de tecnologias avançadas que aceleram as diligências e contribuem para um ambiente digital mais seguro.

Já a genética forense atua principalmente em casos de abuso sexual, por meio de exames que permitem identificar agressores e reunir vestígios. O IGP realiza perícias genéticas envolvendo vestígios sexuais desde 1998, sendo um dos laboratórios de genética forense mais tradicionais do Brasil.

Segundo o diretor do Departamento de Perícias Laboratoriais, Gustavo Lucena Kortmann, o departamento possui três divisões que trabalham de forma integrada: genética forense, toxicologia forense e química forense.

“Nesse trabalho, analisamos vestígios biológicos coletados das vítimas e buscamos relacioná-los aos possíveis agressores. Quando há um suspeito, realizamos a comparação direta. Caso contrário, o DNA é inserido no banco de perfis genéticos do Rio Grande do Sul, que é integrado ao banco nacional e realiza cruzamentos periódicos para identificação de autores. Com o NUCOPE, esses dados também passam a ser integrados às informações coletadas no local do crime e às análises psíquicas, fortalecendo ainda mais as investigações”, destaca Lucena.

A perícia psíquica é outra área do IGP. No Centro de Referência em Atendimento Infanto-juvenil (CRAI), são avaliados os impactos psicológicos em crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A partir de técnicas que respeitam a complexidade de cada caso, a perícia psíquica pode extrair elementos importantes do abuso a partir da memória e da avaliação do funcionamento mental da criança ou adolescente.

Os psiquiatras e psicólogos do IGP avaliam impactos psíquicos vividos pelas vítimas, analisando seu nexo causal com as circunstâncias investigadas. Assim, também são previstas estratégias de apoio e recuperação.

“Sempre orientamos os pais a ficarem atentos: saber onde os filhos estão, com quem andam e o que fazem. Sintomas como parar de brincar, alterações no sono, na alimentação ou dificuldades escolares podem ser sinais de alerta. Em adolescentes, isolamento e alterações de comportamento também exigem atenção”, disse a perita médica-legista Andrea Goya Tocchetto Osowski.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Povo
Rádio Primavera Guaíba

Publicado por:

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