Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira mirou um grupo suspeito de aplicar golpes e extorquir vítimas ao se passar por delegado da Polícia Federal, inclusive utilizando o chamado “golpe dos nudes”. Os investigados no âmbito da Operação Falso DPF são suspeitos de crimes de extorsão praticados em diversos estados brasileiros.
A investigação teve início a partir de uma apuração da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Polícia Federal no Distrito Federal. Conforme a polícia, os criminosos utilizavam falsa identidade e imagens de um delegado federal para dar credibilidade às abordagens.
Com o avanço das investigações, a Justiça Federal do Distrito Federal declinou da competência do caso para a 3ª Vara Criminal de São Leopoldo, já que a maioria dos investigados reside no Vale do Sinos. A partir disso, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo assumiu a apuração e deu continuidade às diligências.
Ao todo, foram cumpridas 15 ordens de busca e apreensão em Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo e São José do Sul. A operação mobilizou equipes de diversas delegacias, com a participação de 105 policiais civis.
Segundo o delegado Ayrton Martins, o grupo utilizava diferentes estratégias para extorquir as vítimas. “Criminosos, fazendo-se passar por delegado da Polícia Federal, procuravam vítimas com o pretexto de haver uma investigação em andamento e, após, solicitavam valores para que o ‘inquérito’ acabasse”, explicou.
Outra modalidade identificada foi o chamado “golpe dos nudes”. “Um perfil feminino procura vítimas para trocar mensagens e fotos de cunho íntimo. Depois, surge o ‘delegado federal’ e uma suposta ‘investigação de pedofilia’ para então achacarem a vítima exigindo valores”, detalhou o delegado.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e dimensionar o número envolvidos no esquema. Ao menos 16 vítimas já foram qualificadas, superando o valor de R$ 500 mil extorquido pelos criminosos.

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