Anunciada nesta quarta-feira, 18, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a redução da taxa básica de juros para 14,75% ao ano é avaliada como esperada, mas cautelosa, pelo presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn.
Em manifestação após o anúncio, Bohn destaca que a decisão segue a sinalização anterior do Banco Central.
“A decisão do Comitê já era esperada pelo mercado. Em coerência com o que havia sido sinalizado no comunicado da reunião anterior, o Comitê optou por iniciar o processo de afrouxamento monetário”, afirma.
Publicidade
Apesar disso, ele pondera que o corte foi menor do que a projeção esperada. Em sua avaliação, o cenário internacional teve forte influência no processo de decisão. O dirigente cita o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã como um dos fatores que elevam a incerteza global e impactam os preços.
“O atual conflito aumentou significativamente o preço do barril de petróleo no mercado internacional, que, dependendo da intensidade, do espalhamento e da duração, pode pressionar a inflação para além do curtíssimo prazo”, explica.
Bohn também ressalta que, independentemente das condições externas, “o governo brasileiro precisa atuar de maneira efetiva para propiciar juros estruturalmente mais baixos”.
Segundo ele, esse caminho passa pela condução das contas públicas. “Isso se dá essencialmente por meio de uma política fiscal mais austera e responsável”, conclui.
